quarta-feira, 20 de maio de 2009

Roxidão

Hoje me lembrei de meu par de meias roxas. (não sei se é roxo ou roxas, pq não sei se concordo com "o par" ou com "as meias", enfim... vai assim mesmo).
Meu par de meias Roxas/roxo que eu usava para andar com meus patins roxos.
Quando criança eu tinha o desejo secreto de ter um batom roxo.
até que ganhei um da Angélica, que tinha a embalagem roxa escrita com branco.
E também sentia inveja da minha prima porque ela sempre ganhava as bonecas com as roupas roxas.
Nunca entendi porque me privavam tanto dessa cor que eu adorava!
Quando eu me formei queria que meu vestido fosse roxo. mas acabei usando um dourado.
Hoje de roxo só me resta a cara. Que fica roxa de raiva com algumas coisas, ou roxa de vergonha com outras...
E o chaveiro que leva a chave do carro. MEU carro.
É, a gente cresce. mas leva algumas coisas da infância.



3 Anos!
"Hoje o céu mudou de tom..."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um rock para a solidariedade!

Galera, um poquinho do meu trabalho para vocês!
hehe
Essa é a matéria que fiz para apresentar o Campo Grande Rock festival, festival de Rock que estou ajudando a promover. Espero que gostem e que as pessoas se interessem. Não tive a intenção de fazer um release comum, precisava ser mais apelativo, mais forte, mais verdadeiro. acho que consegui passar o recado.

Um Rock para a solidariedade.

“Enquanto alguns se unem para fazer festas em benefício próprio, uma equipe se organiza para dedicar um rock à solidariedade”.

União, solidariedade e muito Rock’n Roll. Esses são os ingredientes que fervilham no caldeirão do 1º Campo Grande Rock Festival, o festival que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de Maio no Toca Espaço Bar e que promete, e pretende, modificar e solidificar de uma vez por todas o cenário musical de Mato Grosso do Sul.

Apostando em uma discussão surgida em um fórum do site de relacionamentos Orkut®, uma equipe de músicos e comunicadores decidiu unir forças e contatos para promover esse que, até o momento, é o maior festival de rock realizado no Estado. A intenção? Integrar novas e antigas bandas, mostrar que o rock sul-mato-grossense não está morto e, de quebra, ajudar a quem precisa. “Precisávamos fazer algo pelo rock do Estado, que precisa de ajuda, mas existem pessoas que estão muito mais necessitadas que a gente. Porque não fazer um evento desse porte e ainda ajudar uma galera?”, disse Renato Heimbach, músico e organizador do evento.

Por enquanto, as duas instituições selecionadas para receberem os lucros da festa são: Amor Maior OHZ e SIRPHA – Sociedade de Integração e Reabilitação da pessoa Humana – Lar para Idosos. A AACC MS e a Sociedade São Vicente de Paula também serão beneficiadas com a cessão de espaço físico dentro da área do festival para instalação de stands para comercialização de alimentos e/ ou outros produtos (com exceção de bebidas). “O pessoal do Rock sempre teve essa preocupação em ajudar ao próximo, diferente do que muita gente pensa”, completou Eloy Paulucci, também da organização do Festival.


O Campo Grande Rock Festival terá a participação de 33 bandas que animarão os três dias de festa, além de contar com praça de alimentação e uma super estrutura de som. “Serão 11 bandas por dia, tocando de tarde até a madrugada”, disse Eloy, que ressaltou ainda a importância da união dos vários estilos de rock’n roll que acontecerá no evento: “procuramos mesclar ao máximo as apresentações para que pudéssemos atrair todos os públicos todos os dias e também fazer a interação entra as bandas que é absurdamente necessária. Precisamos nos unir mais”.

Os passaportes para os três dias custam R$ 20 reais e os ingressos avulsos saem por R$ 10 reais, e a partir da próxima semana estarão disponíveis na Rock Show, Opus e no Trokar. Mais informações, entrevistas com personagens do rock sul-mato-grossense, listas com as bandas e os horários da apresentação de cada uma, notícias e novidades podem ser encontradas no site do festival: www.campogranderockfestival.com.br.



Thaís Bett
Jornalista – DRT/ MS nº 347


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Só pra constar.

Não sumi!
Apenas ando sem tempo e com muuita coisa na cabeça.
Os dias estao passando cada vez mais rápidos e melhores. Graças a Deus!
A pascoa já se foi e agora restaram os milhares de chocolates. Fazia tempo que não ganhava tantos assim...
Rolou a possibilidade de conhecer novos lugares no fim de semana que vem. Vou cruzar meus dedos para que tudo dê certo.
O fim de semana que acabou ontem foi muito agitado na minha "comunidade". Vários danos de um lado, várias alegrias de outro.
Até cantar AC/DC no fly lotado eu cantei! hahahaha
Realmente, me superei em várias coisas. A clareza de pensamentos é incrivelmente linda. E depois de muito tempo posso me perguntar: Pra que?? nem tinha importância mesmo. Quanta bobeira! (acho que só eu entendi)
Presenteei pessoas, o que gosto muiito de fazer, mais do que ser presenteada. mas tb recebi presentes, além de beijos de chocolate.

Pera variar, a semana começou sonolenta. Mas isso não tem importância. Aquilo que gostamos sempre nos anima.
Por falar nisso, tenho várias coisas para fazer e minha amiga ja saiu do telefone. Hora de ir...
E olha que isso era só pra ser uma simples nota de esclarecimento.
Acho que me fiz entender. Né?


It's a long way to the top if you wanna rock 'n' roll

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Autocrítica? hum...

Li algumas coisas minhas e notei que ando controversa demais. O mesmo percebi da repetição.
Meu Deus como sou tediosa as vezes! (Agora eu rí por ter reconhecido isso e por deixar essa fresta nos pensamentos alheios).

Ja cansei de abrir essa página de postagem e fechar sem escrever nem sequer um parágrafo inteiro. Falta-me conexão entre dedos, razão e pensamentos.
Geralmente quando tomo banho, ou quando percorro um longo caminho - a pé, dirigindo, de carona - vários bons textos me ocorrem. Aí eu chego aqui, me sento e esqueço. Simples assim.
Teve um dia que terminei um banho correndo só para não esquecer uma frase. E certa vez li que Vinicius de Moraes dormia com um caderno ao seu lado, caso lhe viesse algum bom verso. (ele ou uma outra pessoa nem tão famosa. muita gente faz isso)
Percebi também que é quando estamos em maior conflito - consigo mesmo ou com o mundo - que escrevemos melhor. Nossas angústias, inquietudes e devaneios são os melhores ditadores de frases interessantes. (Ditadores esta bem colocado nessa frase? não tenho certeza...)

Me formei jornalista e esses dias me perguntaram no trabalho: "Mas será que você consegue escrever um texto de agradecimento?" E eu, eu um ar burramente arrogante - só depois percebi que devo ter sido arrogante - respondi: "Claro que sim! Me formei pra isso". Péhhh, resposta errada minha cara! Eu não me formei pra isso, mas posso me esforçar um bocado... (desisti de escrever o que pensei sobre o assunto. Será que meu cérebro tem preguiça??)

Tirando conclusões de meu próprio texto: não consigo escrever pq não estou tãooo conflitante assim. Ainda bem. Ponto pra mim!


"Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia"

A Felicidade - Tom Jobim e Vinicius de Moraes

quinta-feira, 26 de março de 2009

Clarividências

Eu ia escrever um monte de coisas bonitas.
Ao menos para mim eram bonitas.
Eu queria falar da minha época de faculdade, que não tem tanto tempo assim, mas que já passou e por isso virou "época".
Queria contar das maravilhas de se viver em uma república de universitários e dos perrengues da mesma situação.

Queria lembrar de como era bom passar vergonha quando algum parente sem noção resolvia visitar a gente no sábado de manha. Por Favor! Moramos sozinhos, somos universitários e somos no mínimo 3 pessoas diferentes, com amigos e gostos diferentes. Como vocês queriam chegar na nossa casa sábado, as 9 da manhã e não encontrar garrafas de cerveja, cinzas de cigarro, copos, restos de pizza e pessoas dormindo na sala? Só com muita sorte não faríamos alguma "coisinha" na sexta a noite. É assim mesmo: casa de universitário, lugar oficial das "reuniões". Parentes, vocês não tinham por que ficarem bravos. Nesse caso os errados eram vocês! Deveria virar regra: visitas, só agendando com 2 dias de antecedência, no mínimo!

Eu também queria falar de como era bom acordar todas as manhãs e falar: "Mônica, você não vai pra aula? ... Ai, não acredito cara, de novo?". Subir uma ladeira imensa e escutar la de baixo: "That's,Paulo, me esperem!". E lá vinha a Mônica, arrumando o cabelo e atrasando todo mundo...

Era legal ter para quem perguntar se a roupa estava boa, ter com quem discutir sobre os afazeres domésticos, ter em quem enfiar uma receita que aprendeu com a mãe - mesmo não tendo a menor idéia se aquilo ali estava prestando.

O balanço geral de tudo isso foi positivo!

Nos ajudamos, nos conhecemos, nos amparamos, nos dedicamos, nos suportamos. Formamos nossa família. Única e cheia de plurais.
E o que fica em mim é essa saudade, gritante!
Teremos novos amigos, mas jamais teremos outra família. Não como a nossa!



"Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira".
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada uma delas...
Sua tarefa é aceitar a lição, ama-las, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente".
Martha Medeiros

terça-feira, 17 de março de 2009

¬¬.

Terminei hoje um livro de crônicas maravilhoso!

Para quem gosta de textos rápidos, com informação (para quem tem um pouquinho de noção do que é noticiado diariamente)e com baldes de opinião (aí não precisa saber de nada mesmo), é um prato cheio e saborosíssimo!

Durante muito tempo lí coisas avulsas dessa jornalista/cronista/romancista na Internet e sempre me identificava com o modo como ela pensava e queria muito, um dia, escrever como ela escreve. Até que resolvi visitar uma amiga e pedi: Posso ir ao banheiro? Mal entrei e já vi em cima de um aparador: "Doidas e Santas" de Martha Medeiros. "nossa! Como não pensei nisso antes? preciso comprar esse livro". E um xixi me rendeu a melhor aquisição da semana passada.
Mas por enquanto é só isso mesmo que vou falar a respeito do livro... Outro dia falo mais.

Hoje já é quarta-feira, dia 18 de Março, 1:20 da... hum... para mim: noite!
Já estava deitada mas mil pensamentos tomaram conta dessa minha cabeça e não aguentei ficar com ela encostada no travesseiro. "Vamos lá garota, ponha os óculos e tente escrever alguma coisa"!
Eu poderia falar das minhas chateações do dia, poderia falar também de todas as minhas vitórias particulares, ou dos meus projetos, ou até mesmo contar com mais entusiasmo sobre o meu novo/agora velho livro... Mas não. Não estou com vontade.

O que é deixado de lado se torna triste. O que é substituído se torna insustentável.
Todos os nossos castelos são de areia. mas nem por isso precisam desmoronar.
Gente pessimista demais me irrita. Bem como gente estúpida.
Existem pessoas burras e existem pessoas BURRAS.
E tudo, absolutamente tudo, tem o seu lado bom. É só ajustar o foco, mudar o ângulo e deixar entrar um pouquinho mais de luz.
Pensei um pouco sobre isso hoje. Quem ler, se ler, isso aqui, pense também.



Já sei! hoje estou introspectiva. Ou ao menos fiquei depois das 19 horas.

Aos que se interessaram, deixo um trecho do livro. Depois tem mais.

"Tem dias que não estamos para samba, para rock, para hip-hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta..."
A Tristeza Permitida - Martha Medeiros





PS: Tem dias que pensar cansa. Ou melhor, gasta.
Ah, e o Clodovil agora está cintilando pelas galáxias... Escreverei mais sobre ele também!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sinto muito! E sinto mesmo!

Hoje é um daqueles dias que tenho muito assunto. Esses são os mais perigosos, nunca sai nada que preste, ou, se sai, sai uma coisica de nada...
Mas, vamos lá!

Fui acordada de um "capotamento" vespertino com a seguinte frase: Filha, acorde que você tera que ir a um velório" o.O Pois é... o pai de uma qerida amiga da época de escola não conseguiu vencer o que o corroía por dentro. Infelizmente! Acontece com tanta gente, mas, quando é assim, de certa forma próximo, parece mais cruel.
E isso me fez pensar um bocado sobre essa "proximidade" que me referi.
Essa minha amiga, com o passar dos anos (ja se foram quase 8 anos de fim de ensino médio), se tornou uma lembrança maravilhosa, uma consideração gigantesca, enfim: um rosto conhecido e estimado... mas não éramos mais "próximas".
Ainda tenho a imagem dela como a maior menina da turma, a miss brotinho, a menina de 11 anos que conheci na 6ª série e com a qual convivi até o ultimo dia de aula do 3º ano... Ainda a vejo como Paulona. A Ana paula veio depois, essa eu não acompanhei muito bem.
E hoje, o que será q passa por sua cabeça? Meu Deus, ela perdeu o pai! Isso quase aconteceu comigo mas, na época, eu era a menina de 11 anos que ela conheceu na 6ª série. E, me colocando em seu lugar, era exatamente assim que me sentiria: uma menina de 11 anos.
Pouco importa se crescemos o bastante, se trabalhamos, se temos nosso dinheiro e conseguimos nos virar sozinhas. Pouco importa se estamos quase casando, se passamos em concursos e fomos para outra cidade, se já temos nossas famílias e nossas responsabilidades. Quando uma coisa dessas acontece, voltamos ao passado automaticamente e sentimos que aquela pessoa que se foi ainda poderia nos ensinar muita coisa, ainda poderia nos enxugar muitas lágrimas, puxar nossas orelhas, asistir TV ao nosso lado e dizer que tudo sempre ficará bem. Quando uma coisa dessas acontece, sentimos de verdade a falta que teremos de escutar uma única voz chamando por nosso nome.

Não perdi meu pai, mas tive muito medo e entendo (eu acho) que nessas horas nada conforta e o que fica é uma suadade imensa.
Ainda não fui dar um abraço nessa minha querida amiga, mas é o que pretendo fazer tão logo o dia amanheça.
Alguns laços permanecem, sem explicações aparentes. Pra mim, pelo menos, é assim: algumas pessoas são eternas. E eu ainda me preocupo com os sentimentos, as conquistas e a vida das minhas crianças da 6ª série.
Sinto muito, Paulona!
Assim como senti muito por vocês: Ângelo, Dani, Fran... e todos os meus amigos/irmão, amigos, colegas e pessoas que fizeram parte da minha vida e passaram por isso.
Sinto muito mesmo!

Hoje pretendia escrever sobre as crônicas do livro que comecei a ler, mas sentei aqui e resolvi deixar de lado (percebe-se pelo modo que comecei o post e resolvi não mudar). Tem dias que a cabeça não consegue pensar mais alto que o coração. Foi exatamente esse o ocorrido.
É nesse clima surpreendentemente triste para mim que se inicia a minha sexta-feira. Apesar do Blog não saber as horas eu vos digo: são 02:29 da madrugada do dia 13 de março.
Realmente, essa notícia me afetou mais do que eu esperava. talvez isso explique a tensão que senti essa noite, a irritação com algumas coisas... E também explique o fato de eu ter ficado parada 3 minutos em frente a esse computador até escrever essa frase.

Mais uma semana chegou ao fim. Que venham as próximas! Amém.

"Espera que o sol já vem..."